O sarampo a vacina a ignorância a cloroquina o panelaço
Tudo de acordo com a troca de delegados
que facilitassem a pistolagem. Mortandades sem amparos.
Mortes sem velórios. Abin de Dentro. Abin de Fora
Temas perpetuamente envelopados, secretamente orçamentados
Eternamente contraditórios. Deus. Pátria… Nossa Senhora!
Tudo muito bem lacrado, sem contraordens ou palavrórios.
Santo Nordeste, o Senhor livrou-me de um estado teocrático,
afegão. Que Deus vos guarde no coração!
Naquela noite, a carreata, a multidão na praça,
recuperei a cabeça. Vendi o caixão.
O mundo se renovou dentro de mim.
Na aldeia de labirintos, passou uma fanfarra.
A polícia derreteu os metais da orquestra.
Tímpanos pífios, orquestrações de fugas, helicópteros raptados
aos céus de Sevilha. Muambas viajando em drogas
de aviões blindados. Os mais espertos correram a Miami.
Os mais otários invadiram palácios.
Perdeste, mocinha! Deu ruim para sua festa!
Que onda é essa de bíblia do mal?
Bíblias com bombas all inclusive?
Popcorns, Escaravelhos Scor&piões…
Nem o capeta entendeu.
Ações criminosas se resolvem na Papuda.
Comprei um trevo para imaginar-me pessoa de sorte.
Antes que me esqueça, amnesty é o caravaggio!
Carlos Kahê