Inconclusos Online

Fake News & Inteligência Artificial

Como identificar mentiras com a Inteligência Artificial

Autor

Abel Marques Ferreira

Editora

Independente

Ano de Publicação

2025

Temas

Gênero

Sinopse

Primeiro, o homem é conduzido pelo líder – midiático, político ou religioso – que ele acha que escolheu sozinho – e por supostas verdades que nem mesmo o próprio líder possui;

depois, só quer ler ou ouvir aquilo que lhe foi impresso na psique e lhe traga a comodidade da ilusão de uma certeza férrea e de uma razão infinita e pétrea;

criminaliza, então, qualquer mínimo indício de diversidade;

por fim, passa a viver em um universo paralelo a milhões de anos-luz daquilo que é real.

Fatos se tornam desprezíveis detalhes que sequer serão vistos, lidos, ouvidos ou percebidos, mesmo que atuem em sua própria pele.

E a probabilidade do despertar, do tornar-se consciente e do buscar o autoconhecimento fica, a cada dia, mais e mais escassa.

Vem daí a nossa iminente falência como civilização.

Introdução

 

Com o advento da Internet em meados da década de 90 do século passado, a humanidade se deparou com novos desafios até então desconhecidos. Como todas as invenções humanas, desde a roda e a pólvora até a utilização da energia nuclear, a internet, as redes sociais ou os aplicativos que foram desenvolvidos nessas tecnologias podem ser utilizados para o bem ou para o mal.

 

A intenção deste livro é muito clara e objetiva, portanto não me estenderei em assuntos e detalhes técnicos que fujam ao seu objeto: o combate às mentiras (fake news) com o uso das principais ferramentas de inteligência artificial disponíveis, e que podem ser facilmente e gratuitamente utilizadas por qualquer cidadão comum a partir dos seus celulares ou computadores.

 

O livro tem como objetivo secundário a criação de uma nova consciência na utilização dos recursos da inteligência artificial. O combate à mentira é o primeiro, mas seguindo as dicas que serão apresentadas aqui, poderão usar a IA para quaisquer coisas:

               - Como adubar uma jaboticabeira?

- Qual é o caminho mais barato e rápido para chegar em Quixeramobim?

- Qual o jeito certo de fritar ovos?

 

Portanto, não tem a intenção de ser um curso sobre inteligência artificial, mas auxiliar as pessoas que têm pouca afinidade com tecnologia a dar os primeiros passos com os chats disponíveis nessas ferramentas, com muita facilidade e sem medo.

 

Mas, sem sombras de dúvidas, o objetivo principal é a verdade, a justiça, a democracia e o amor ao próximo. É perfeitamente possível utilizar a tecnologia para criarmos um mundo melhor e menos inóspito do que o que estamos assistindo.

 

O combate à mentira (fake News) é um dever de todos os cidadãos do mundo que sejam bem-intencionados. Não importa se você é de direita, esquerda ou de seus extremos. Importa, sim, que seja responsável e honesto consigo mesmo.

A mentira (fake news)

 

Fake news” é um lindo termo gourmet que foi adotado para nomear o crime de notícia falsa, mentira ou a velha fofoca.

 

Ela se manifesta de diversas formas e via diversas fontes. É de extrema importância que estejamos muito atentos, pois suas formas são sempre sub-reptícias e causam muitos danos, direta ou indiretamente, a nós mesmos ou à sociedade como um todo.

 

As formas mais comuns e diretas:

  • Textos, mensagens de voz, vídeos curtos ou imagens (memes) com conteúdo nunca honestos, que visam atingir grandes massas de leitores, por meio de canais como aplicativos de mensagens, redes sociais, e-mails ou grupos e comunidades em todos os tipos de meio;
  • Vídeos nos canais do youtube e outros;
  • Vídeos e imagens falsas criadas através do uso de ferramentas avançadas de edição ou IA;
  • Páginas de blogs e sites maliciosos.

 

Entretanto, existem outras formas mais sutis, mais difíceis de serem identificadas, mal-intencionadas e, talvez, até mais nocivas que as diretas:

  • Edição e cortes de vídeos reais. Isso tem sido utilizado em larga escala. Exemplos: cortam um pequeno trecho de uma entrevista retirando parte da fala do contexto geral; um deputado faz uma pergunta lacradora para um convidado no Congresso e recorta o vídeo postando apenas essa pergunta nas redes sociais, mas não mostra a reposta da vítima que, geralmente, é mais inteligente;
  • Manchetes sensacionalistas. Utilizadas pela nossa imprensa corrupta e servil há muito tempo – muito antes das redes sociais e da internet. Aproveitando-se do fato que o brasileiro pouco lê, dada a destruição da educação que ocorre há muitas décadas, lançam mensagens subliminares através de manchetes que pouco ou nada tem a ver com a realidade dos fatos;
  • Opiniões vendidas como fatos. Também é uma técnica muito utilizada, tanto pelo oligopólio da imprensa corporativa quanto pela imprensa alternativa. É muito comum que seus editoriais publiquem suas opiniões sugerindo ser fato consumado, o que, não poucas vezes, pouco tem a ver com a verdade;
  • A omissão criminosa de fatos e feitos. É o mais usado. Não importa se as notícias são boas ou más, dependendo do viés ideológico do jornal, televisão ou outros meios, se a notícia não é conveniente, é solenemente censurada. Se não existisse esse comportamento desonesto, muitas mentiras poderiam ser evitadas ou desmascaradas.

 

São numerosos os “gabinetes de ódio” existentes. Fazem uso de tecnologias avançadas, robôs, que multiplicam uma informação falsa em questão de minutos, e seus objetivos são claros: atingir muitos cidadãos humildes, pouco informados e vulneráveis.

 

Geralmente, esses vulneráveis – que são as maiores vítimas da própria mentira – multiplicam essas notícias falsas por uma extrema ingenuidade, pois são levadas a acreditar que se tornam pessoas bem-informadas e, muitas vezes, pertencem a classes menos privilegiadas que serão as maiores prejudicadas pelos efeitos da maldade.

 

Já aqueles que criam, ou mesmo aqueles que espalham conscientemente a mentira, são meros criminosos que, antes e acima de tudo, são grandes covardes. Não existe fim digno que justifique o uso de meios criminosos. (Leia o Apêndice III – Traços narcisistas)

 

É de extrema importância que saibam que estão sendo observados pela parte responsável da sociedade.

 

Responda para você mesmo:

Um político que se elege às custas de destruição de reputações, disseminação de ódio, apologia à violência contra adversários e mentiras – foram muitos nos últimos anos -, como poderá esse político exercer um mandato honesto?

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